SPV e Beta-i lançam programa de aceleração de inovação colaborativa para a reciclagem
A Sociedade Ponto Verde (SPV) e a consultora de inovação colaborativa Beta-i juntam-se em colaboração para a criação do projeto Re-Source. Este projeto de inovação aberta permite desafiar mentes inovadoras a colaborar com a SPV com o propósito de criar projetos-piloto que visem aumentar as taxas de reciclagem junto dos consumidores e dar origem a novas soluções para categorias específicas de resíduos. O projeto permite de igual forma ampliar o conhecimento existente sobre o setor e tornar a prática de reciclagem ainda mais eficaz.
O objetivo passa por encontrar soluções relacionadas com a manipulação e a necessidade de separar os diversos tipos de embalagens e resíduos encontrados no uso doméstico. Neste sentido, o programa tem candidaturas abertas, através do website re-source – the next level of circular economy, para startups e inovadores com soluções já testadas noutros mercados geográficos, ou em diferentes setores, com foco em duas vertentes:
1. Sensibilização do consumidor, de forma a assegurar uma maior taxa de separação de resíduos de embalagens, quer no canal doméstico, quer no canal HORECA;
2. Soluções de retoma específicas, que venham aumentar a circularidade de embalagens de vidro, alumínio e as diversas tipologias de plásticos.
Os dados mais atuais demonstram o aumento de 13% da recolha seletiva de embalagens em Portugal, em 2020, face ao ano anterior. Segundo um estudo desenvolvido pela SPV, 9 em cada 10 portugueses afirmam reciclar embalagens, sendo os motivos a forte consciência ambiental, o civismo e o reaproveitamento dos resíduos em novos produtos. Aliás, a reciclagem de resíduos é considerada por 2/3 dos portugueses como o maior contributo para um ambiente melhor.
Segundo Pedro Rocha Vieira, CEO e Co-Founder da Beta-i, “os dados da recolha seletiva de embalagens mostram-nos que tem existido uma evolução considerável nesta prática, mas temos noção que ainda há um caminho a percorrer e espaço para inovar. Neste sentido, com este programa, voltamos a pôr a nossa metodologia única ao serviço de um mundo mais limpo e verde, focando em duas áreas estratégicas para a Beta-i: economia circular e sustentabilidade. Até novembro, iremos ajudar a criar sinergias entre a Sociedade Ponto Verde e inovadores de todo o mundo e a testar soluções reais, com verdadeiros benefícios para o ambiente”.
De acordo com Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde, “ao longo dos 25 anos de atividade da SPV temos feito uma grande aposta em implementar diversos programas de inovação e desenvolvimento. Através desta parceria com a Beta-i pretendemos reforçar este investimento na inovação do setor, encontrando soluções inovadoras e disruptivas que atendam aos desafios que encontramos no processo de separação de resíduos e de reciclagem. Queremos, assim, que este programa nos posicione ainda mais enquanto entidade que tem conseguido inovar e implementar soluções que vão ao encontro das diretrizes europeias de reciclagem para Portugal.”
Depois da análise das soluções propostas e potenciais impactos, as melhores serão selecionadas para participar num Collaboration Design Sprint, facilitado pela Beta-i, com a Sociedade Ponto Verde e parceiros envolvidos na cadeia de valor do sector da reciclagem, desde retalhistas, produtores de sacos do lixo, designers ambientais, municípios com grupos de com foco na gestão de resíduos, entre outros.
Com um período de quatro meses, parceiros e start-ups irão, num esforço conjunto, trabalhar no desenvolvimento de projetos-piloto adaptados a variados desafios previamente designados: a alteração e simplificação da forma como é declarada e contabilizada a produção de embalagens/ faturação, que não sofre alterações há 25 anos; a simplificação do processo de separação, através da digitalização, de gamificação ou do reforço da confiança e conhecimento dos consumidores; a deposição dos resíduos de embalagens separados nos ecopontos, através de gamificação ou diminuição das distâncias até aos locais de reciclagem; a rastreabilidade das garrafas de vidro, fazendo com que não se partam ou criando pontos de contabilização de produção / venda de embalagens de vidro; e, por fim, o desenvolvimento de novos produtos com valor de mercado feitos com os plásticos.
Em outubro, cada solução desenvolvida na fase de bootcamp será posteriormente apresentada ao ecossistema e testada num contexto de vida real.
O programa Re-Source está já aberto a receber contactos de novos parceiros que tenham interesse em participar no desenvolvimento de pilotos.