Bem embalados pelo futuro do planeta

Se a Sustentabilidade pede uma Análise de Ciclo de Vida das Embalagens de Águas e Bebidas Refrigerantes, a resposta só pode ser… ‘sim, vamos lá’.
Resposta na primeira pessoa do plural, aliando o saber da indústria portuguesa ao conhecimento científico independente. No caso da SUMOL+COMPAL, agora é possível perceber, para cada produto, qual a melhor opção de embalagem.

Aprofundar o conhecimento do ciclo de vida das embalagens para melhorar o desempenho ambiental da empresa. É isso que está na origem do projeto lançado em 2020 pela SUMOL+COMPAL, em parceria com o PIEP – Pólo de Inovação em Engenharia e Polímeros.

O trabalho de investigação que dá corpo ao projeto percorre todas as latitudes. Começa por observar a extração das matérias-primas, depois o transporte, a produção, a utilização e o destino final das embalagens.

Esta é uma história que, antes de ser projeto, já se perfilava em 2018. A Agenda de Sustentabilidade da empresa, aprovada nesse ano e justamente centrada no tema das embalagens, sublinhava, desde logo, a necessidade de conhecer de forma detalhada os respetivos impactes.

O passo seguinte foi perceber, para cada produto, qual a embalagem com melhor desempenho ambiental, tendo por base o conhecimento científico e independente. Como? Através de um projeto dedicado. Que o mesmo é dizer com todas as letras: Análise de Ciclo de Vida das Embalagens de Águas e Bebidas Refrigerantes.

O futuro é circular…

“No modelo de negócio atual, um dos nossos maiores impactes a nível da pegada de carbono está nas embalagens que colocamos no mercado, considerando toda a cadeia de valor desde a extração das matérias-primas até ao destino final após consumo”, explica Rita Russo, gestora de Sustentabilidade e Comunicação da SUMOL+COMPAL.

Resulta daí a importância de “utilizar estes estudos, realizados por técnicos especialistas, para que possamos tomar decisões conscientes e informadas” em nome de “uma economia mais circular”.

Rita Russo traz ao diálogo o propósito do projeto, concretamente a possibilidade de passar a dispor de um método comparativo e idóneo para identificar os impactes na extração de recursos naturais, na saúde e no ambiente, das embalagens de diferentes materiais e capacidades. “As conclusões do estudo”, faz questão de salientar, “permitiram-nos aceder a um conjunto de informações e know-how relevantes sobre as nossas embalagens, e comprovar com uma base científica algum conhecimento empírico”. No desenvolvimento do projeto, revelou-se um desafio a intensa recolha de dados que, devidamente trabalhados, têm uma importância determinante no apuramento dos resultados e conferem ao estudo todo o seu rigor científico.

… e surpreendente

A gestora de Sustentabilidade e Comunicação confessa que foi “com relativa surpresa que verificámos as conclusões referentes à embalagem com melhor desempenho ambiental”, cujos resultados a distanciam da embalagem em que a empresa depositava as maiores expectativas.

Seja como for, “a melhor conclusão que podemos retirar é que não existe ‘a melhor embalagem’, mas sim formas de reduzir o impacte ambiental de cada tipo de material, garantindo toda a segurança alimentar e necessidades de consumo”.

Os promotores do projeto defendem que um estudo de análise de ciclo de vida é, no contexto atual, a ferramenta mais completa para conhecer o impacte de um produto em todas as fases, em todos os tempos desse ciclo.

Tudo somado, é possível concluir e fazer afirmações confiáveis sobre o impacto das embalagens em dezasseis categorias de risco, classificadas quanto ao impacte no ambiente, na saúde humana e na extração de recursos do planeta e concluir sobre o desempenho das embalagens nos diversos materiais: garrafas de vidro tara retornável e tara perdida, latas de metal (alumínio) e garrafas de plástico PET (polietileno de tereftalato).

No capítulo das boas práticas da empresa, o trabalho de investigação desenvolvido através deste estudo veio dar outra luz à observação dos diferentes momentos de consumo, que configuram necessidades específicas.

Uma ideia reiterada por Rita Russo, ao destacar que o projeto trouxe, de facto, “maior clareza sobre onde podemos maximizar a utilização de embalagens retornáveis e reduzir o impacte das embalagens de uso único, corroborando sempre as tendências de mercado e diretrizes legislativas”.

Este é um projeto apoiado e cofinanciado pela Sociedade Ponto Verde no âmbito do seu Programa de I&D

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