A sustentável leveza de uma caixa mágica

Carlos, o empreendedor, e João, o criativo. Os dois primos inventaram a RingPack, a embalagem que promete surpreender o mundo ao tornar muito fácil o consumo de produtos alimentares em movimento. Esta solução eco-friendly, já com patente europeia registada, é apresentada inicialmente em cartão kraft.

As tendências contemporâneas de consumo de alimentos valorizam cada vez mais a mobilidade. Mobilidade no sentido pleno da palavra e do conceito. Tudo isso tem a ver com a liberdade de nos permitirmos um pequeno lanche, um coffee break, à hora que entendermos, em movimento, ao nosso ritmo.

Esta apetência por soluções indutoras de ação e facilitadoras de refeições ligeiras, ou pequenos snacks, veio desassossegar Carlos Graça e a sua equipa na Expertesavion. Com presença relevante no mercado de produtos alimentares Bio, esta empresa portuguesa, instalada no Porto, desde o início que trabalha um portefólio de qualidade cuidadosamente embalada.

“Sempre primámos pelo desenvolvimento de embalagens distintivas, no sentido de diferenciadas e, se possível, diferenciadoras”, faz questão de sublinhar Carlos Graça. Entretanto, ao surgir a necessidade de apostar numa solução para frutos secos portugueses como nova referência da gama de produtos da empresa, José Almada apresentou um projeto de design absolutamente de rotura face às soluções já conhecidas no mercado. Movido pelo desejo de avançar com algo surpreendente, Carlos decidiu acolher a ideia de José, não sem antes realizarem um benchmark. Esse trabalho de pesquisa permitiu concluir que nada de semelhante ao projeto existia no mercado mundial. Estava, definitivamente, aberto o caminho para a aposta na RingPack.

A fase seguinte foi dedicada a aprofundar e burilar o conceito e o esboço inicial. Depois, o projeto ganhou corpo, alma e reconhecimento formal com a aprovação europeia da patente.

Agora, sucedem-se os contactos e as presenças em feiras internacionais, ao encontro de um ou vários parceiros disponíveis para investir na inovadora ‘caixinha mágica’. Parceiros industriais e, até, associações de produtores do setor agroalimentar.

“Assim que celebrarmos o primeiro contrato com uma marca para utilização deste nosso conceito”, antevê Carlos Graça, “acreditamos que outras marcas vão surgir. Com esse propósito, estamos desde já em campo a trabalhar na visibilidade da RingPack”. 

Na certeza de que visibilidade gera notoriedade e, finalmente, negócio.

RingPack. O casamento perfeito com a liberdade de ação.

A RingPack é uma embalagem muito fácil de montar e que ganha a forma de um pequeno paralelepípedo, embora esteja patenteado para multiformato: pode ser uma pirâmide, um hexágono, um polígono de qualquer dimensão.

Na sua abertura, a caixa tem umas pegas que funcionam como um anel (o ‘ring’) a colocar no dedo e, assim, libertar a mão para continuar outras tarefas – desde logo, para facilmente pegar nos alimentos.

Esta é, objetivamente, uma solução muito prática para o utilizador. Com a vantagem de diminuir o consumo de embalagens secundárias ou terciárias, ou seja, menos caixas, menos pratos e, até, menos talheres.

A ‘caixinha mágica’ vem interpretar e incorporar uma tendência do consumo moderno que privilegia a liberdade de consumir os produtos alimentares numa lógica de mobilidade e sustentabilidade.

RingPack. Porque o futuro tem de ser eco-friendly.

Nesta fase inicial, a RingPack apresenta-se em cartão kfraft. Mas, em estudo, estão outras opções, outras alternativas. Cada caso é um caso: o material a escolher será sempre o mais adequado ao produto a que se destina. Carlos Graça explica: “Se for um alimento seco, o kraft serve muito bem; já um produto com determinada gordura exige a incorporação de um material isolante, por exemplo, um verniz eco”. 

Neste contexto, convirá dizer que no desenvolvimento da RingPack os responsáveis da Expertesavion têm trabalhado com diferentes fabricantes de materiais de embalagem.

“Dos frutos secos até às refeições quentes e frias, a RingPack é muito versátil, muito flexível. Mas quando se trata de definir o material da embalagem, há um requisito comum: que esse material seja compostável ou facilmente reciclável. Todos os protótipos em que trabalhamos alinham por aí”, frisa Carlos Graça.

Tudo somado, seja qual for o material escolhido, o que importa é que responda aos desafios dos novos tempos.

Tempos ditados pela dinâmica imparável da economia circular, o que, neste caso, tem tudo a ver com embalagens eco-friendly.

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